Lusofonia? Sim, mais precisamente os 2º Jogos Desportivos da Lusofonia. Mas antes de falar do evento poli-esportivo que começa hoje em Lisboa, melhor um socorro urgente ao dicionário mais à mão. Lusofonia é o conjunto de identidades culturais existentes em países, regiões, estados ou cidades falantes da língua portuguesa, além de diversas pessoas e comunidades em todo o mundo. O português é idioma oficial em nove nações independentes e, desde 2007, também da Guiné Equatorial. Atualmente, é a quarta língua materna mais falada do mundo com cerca de 260 milhões de pessoas fluentes, estando quase cinco milhões delas espalhados por grandes países, principalmente Estados Unidos, Canadá, França e Grã-Bretanha. Já os tais Jogos da Lusofonia são a mais nova competição poli-esportiva internacional que movimenta atletas de 12 países, vindos de quatro continentes. É reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional, seguindo exemplo dos Jogos da Comunidade Britânica (com países ligados à Inglaterra) e Jogos da Francofonia (nações cuja língua oficial é o francês). A edição deste ano das Lusofonias tem como sede principal a capital portuguesa e começa hoje com partidas de voleibol. A cerimônia de abertura será sábado no Pavilhão Atlântico (na foto acima) e o encerramento no dia 19. Foram inscritos mais de 1500 atletas, representando países da África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe), Ásia (Macau e Timor-Leste), América (Brasil) e Europa (Portugal), além das asiáticas Índia e Sirilanka que também participam como convidadas. A influência do antigo império português, durante a Era dos Descobrimentos, explica a inclusão destes dois. Em 10 dias de competição, haverá 286 provas de nove modalidades oficiais e uma de exibição (esportes para deficientes). O Brasil segue para a Europa com 140 atletas em sete esportes, sendo favorito na maioria. Só não participará dos torneios de futebol e de voleibol destas Lusofoniadas. Em Macau'2006 (primeira edição), os brasileiros somaram o maior número de medalhas no quadro geral.
Programação das 2º Lusofoniadas Atletismo: dias 12, 13 e 19 Basquete: de 11 a 19 Esporte para deficientes: dia 12 Futebol: de 11 a 18 Futsal: de 12 a 17 Judô: 14 e 15 Taekwondo: 16 e 17 Tênis de mesa: 12 e 13 Vôlei de areia: 16 a 19 Voleibol: 10 a 12 Jogos da Lusofonia 1º 2006 Macau (China) 2º 2009 Lisboa (Portugal) 3º 2013 Brasil ou India (a ser definido)
O Ginásio do Maracanâzinho, no Rio de Janeiro, não ficou lotado para os dois dias de competições da terceira etapa do Grand Slam de Judô. Longe disso. Mas o bom público de seis mil pessoas entusiasmou muita gente nada acostumada com alvoroço pelos dojos do mundo. O austríaco Ludwig Paischer, prata olímpica em Beijing'2008, mostrou-se surpreso com a acolhida. "Eu me senti muito bem na competição desde o início. Este foi o mais impressionante público que já vi no judô. Foi simplesmente fantástico o modo como eles me apoiaram. Parte da minha medalha de ouro pertence a eles", disse o campeão da etapa brasileira na categoria até 60kg. O circuito do Grand Slam começou com a etapa de Moscou, em maio, depois foi para Paris, no mês passado, e finalmente agora chega ao Rio, seguindo o novo critério de provas internacionais e ranquamento olímpico. Depois do Mundial de Roterdã (final de agosto), haverá ainda a quarta e última etapa do Grand Slam 2009 programada para Tóquio, em dezembro. Entre os 25 países participantes no Rio, o Brasil acabou num bom quarto lugar no quadro de medalhas, ao somar 10 pódios. A França subiu em nove, mas em três ganhou o ouro e ficou na liderança geral. Apenas o peso pesado brasileiro Daniel Hernandes (na foto acima) ouviu nosso hino nacional ao ganhar a medalha de ouro, despachando duas feras japonesas na semifinal (Yasuyuki Muneta, bicampeão mundial) e final (Hiroki Tachiyama). As outras conquistas do Brasil foram quatro medalhas de prata e cinco de bronze. Duas vezes bronze olímpico, Leandro Guilheiro não poderia dizer que estava feliz com seu segundo lugar, lutando praticamente em casa. Porém conformou-se. "É sempre bom estar no pódio, especialmente depois de ter sofrido três cirurgias: costas, cotovelo e ombro", argumentou o judoca paulista. No vídeo mais abaixo, talvez o mais bem executado ippon deste campeonato. Justamente de Leandro, na semifinal, contra o russo Mansur Isaev. Foram 24 judocas do Brasil entre os 5 primeiros das 14 categorias. Nos médios (até 90kg) ocorreu nosso melhor desempenho técnico. Categoria vencida pelo russo Kirill Denisov em seu mais expressivo resultado internacional até aqui. Na sequência, os quatro brasileiros inscritos neste peso: Hugo Pessanha (prata e na foto abaixo, de quimono branco), Tiago Camilo (bronze), Eduardo Santos (também bronze) e Felipe Oliveira (5º lugar junto com outros três judocas). E com a prata, Luciano Correa deverá assumir a liderança do ranking mundial entre os meio-pesado. Aliás, vários brasileiros deverão ficar entre os 10 melhores do mundo após este Grand Slam.
Mas o show do Maracanãzinho não ficou restrito aos tatames montados no centro do ginásio. Houve espetáculos de dança, música e muitas luzes coloridas, oferecidos pela boa organização. O cantor Toni Garrido apresentou canções próprias, além de entoar o hino brasileiro na cerimonia de abertura. Veja aqui a lista dos principais resultados brasileiros por categoria (das 14 oficiais, apenas em duas femininas não tivemos brasileiras entre as cinco primeiras colocadas): -48kg (feminino): Sarah Menezes (3º) e Daniela Polzin (5º) -52kg (feminino): Erika Miranda (3º) -57kg (feminino): Rafaela Silva (3º) e Mariana Barros (5º) -70kg (feminino): Maria Portela (5º) +78kg (feminino): Priscila Marques (5º), Rochele Nunes (5º) e Samantha Soares (5º) -60kg (masculino): Felipe Kitadai (5º) -66kg (masculino): João Derly (5º) -73kg (masculino): Leandro Guilheiro (2º) e Marcelo Contini (5º) -81kg (masculino): Nacif Elias (2º) e Flavio Canto (5º) -90kg (masculino): Hugo Pessanha (2º), Tiago Camilo (3º), Eduardo Santos (3º) e Felipe Oliveira (5º) -100kg (masculino): Luciano Correa (2º) e Leonardo Leite (5º) +100kg (masculino): Daniel Hernandes (1º), Walter Santos (5º) e Rafael Silva (5º)
Talvez a prova mais desgastante do esporte mundial seja o Ironman do Havai, realizada desde 1978. Uma competição anual de triatlo em que cada competidor percorre quase 4km nadadando, depois numa bike pedala mais 180km para finalmente, e na sequência, correr sobre o asfalto outros 42km. Nessa 'tripla' maratona, homens e mulheres têm de ser de 'ferro', mesmo. Atualmente existe um circuito mundial com provas organizadas em vários países como Estados Unidos (diversas), Austrália, Alemanha, China, Japão e Brasil, entre outros. Tem até site oficial bombando na rede. A primeira etapa (de 24 programadas para a temporada 2009/2010) será dia 12 de julho próximo em Zurique, na Suíça. A etapa brasileira está marcada para final de maio do ano que vem no litoral catarinense (Florianópolis). E naquele tradicional evento americano, no Havai (conhecido como Mundial de Ironman), não faltam momentos emocionantes e até dramáticos. Lembra da história da família Hoyt que eu contei aqui no Beijing Olímpica? Hoje, vou mostrar outro vídeo encontrado também no Youtube. Ocorreu em 2007 entre duas atletas realmente persistentes. Sian Welch e Wendy Ingraham queriam chegar de qualquer jeito na linha de chegada. Já estenuadas, a luta travada entre ambas foi o estimulante certo para chegar. O prêmio, para ambas, era terminar os quase 226km de prova. E elas 'venceram'. Apesar da baixa qualidade do vídeo abaixo, dá pra sentir aquele momento impressionante proporcionado pelo esporte.
A crise econômica recente afetou o 'caixa' de entidades por todo o mundo. E, claro, também o 'bolso' de muita gente. Nem os super atletas escaparam totalmente ilesos desse tropeço financeiro. Pelo sexto ano seguido, a revista norte-americana Sports Illustrated elaborou uma lista dos 50 atletas, de alto rendimento nos Estados Unidos, mais bem pagos numa temporada. E pela primeira vez, o salário médio dessa turma caiu. Mas acho que o 'prejuízo' não fez nenhum deles chorar, não. Dos atuais maiores milionários esportivos, 22 são do basquetebol (um recorde já que nove ganharam mais de US$20 milhões cada no último ano) como o atacante do Cleveland LeBron James (na foto acima). Outros 14 são do beisebol, nove do futebol americano, três golfistas (justamente dois deles ponteiam a lista) e dois pilotos da NASCAR. O rendimento anual estimado envolve salários, prêmios, patrocínios individuais e direitos de uso da imagem. Fazem parte da cobiçada lista apenas cidadãos americanos plenamente ativos em seu esporte competitivo. Veja aqui o principais:
1º Tiger Woods Golfe US$99.737.626,00 Posição em 2008: 1º
2º Phil Mickelson Golfe US$52.950.356,00 Posição em 2008: 2º
3º LeBron James Basquete US$42.410.581,00 Posição em 2008: 3º
4º Alex Rodriguez Beisebol US$39.000.000,00 Posição em 2008: 6º
5º Shaquille O'Neal Basquete US$35.000.000,00 Posição em 2008: 6º
6º Kevin Garnett Basquete US$34.750.000,00 Posição em 2008: 8º
7º Kobe Bryant Basquete US$31.262.500,00 Posição em 2008: 5º
8º Allen Iverson Basquete US$28.937.500,00 Posição em 2008: 12º
9º Derek Jeter Beisebol US$28.500.000,00 Posição em 2008: 10º
10º Peyton Manning Futebol Americano US$27.000.000,00 Posição em 2008: 9º
Daqui três meses, dia 02 de outubro, a 121º Sessão do Comitê Olímpico Internacional e o 13º Congresso Olímpico farão importantes escolhas. A mais conhecida delas é a definição da sede para os Jogos Olímpicos de 2016. Mas outros assuntos importantes também serão discutidos em Copenhague'2009, capital da Dinamarca. Como a possível escolha de uma ou duas novas modalidades olímpicas. Sete federações internacionais lutam há alguns meses em campanhas também muito acirradas como Chicago, Madrid, Rio de Janeiro e Tóquio pela sede olímpica. As entidades querem espaço ambicionado para seus esportes no maior evento esportivo da Terra. Beisebol, Caratê, Corrida sobre Patins, Golfe, Rugby, Softbol e Squash buscam esta meta. Vou hoje falar um pouquinho de cada uma destas pretenções que podem não estar envolvendo cifras como as candidatura da sede de 2016, mas mobilizam, sim, muito interesse nos bastidores.
Beisebol Dos sete candidatos, este foi o esporte em que mais programas olímpicos já fez parte: cinco (1992 a 2008). Assim como o softbol, foi retirado de Londres'2012 e quer voltar nas Olimpíadas seguintes. O maior vencedor olímpico foi Cuba (na foto acima) com três medalhas de ouro (Barcelona'92, Atlanta'96 e Atenas'2004) e duas de prata (Sydney'2000 e Beijing'2008). A Federação Internacional de Beisebol quer o esporte de volta com torneios masculino e feminino, este pela primeira vez.
Caratê No atual programa olímpico já existem cinco modalidades de confronto (boxe, judô, luta greco-romana, luta livre e taekwondo), sendo duas delas denominadas marciais, por serem de origem oriental. O caratê quer ser a terceira. De origem chinesa, ele ganhou desenvolvimento na ilha japonesa de Okinawa. Duas versões de disputas esportivas tornaram-no reconhecido pelo COI: kata (exibição isolada de movimentos coreográficos) e kumite (confronto entre dois caratecas). A modalidade faz parte do programa de importantes eventos poli-esportivos como os Jogos Pan-Americanos, do Mediterrâneo e Asiáticos, além dos Jogos Mundiais que terá sua próxima edição no final de julho em Kaohsiung (Taiwan). Sua entidade maior é a Federação Mundial de Caratê.
Corrida com Patins Sua versão no gelo já é olímpica em Jogos de Inverno desde 1924. Aliás, com duas modalidades: patinação de velocidade e patinação em pista curta, ambas integradas em Vancouver'2010. A Federação Internacional de Esportes Sobre Patins quer a corrida on line a partir de Londres'2012, assim como já ocorre em Jogos Pan-Americanos e Mundiais.
Golfe O esporte, considerado dos mais nobres por suas origens, fez parte do programa olimpico em seus primórdios. Foram duas edições seguidas no início do século passado: Paris'1900 e Saint Louis'1904. Depois, tornou-se uma modalidade muito difundida profissionalmente e, agora, com a abertura olímpica quer voltar a fazer parte do programa do COI. Sua maior entidade é a Federação Internacional de Golfe.
Rugby Esta modalidade coletiva também já foi olímpica. O Rugby teve competições em quatro Jogos: Paris'1900, Londres'1908, Antuérpia'20 e Paris'24. O COI reconhece a Federação Internacional de Rugby como a maior entidade regulamentadora, que quer o rugby como o sétimo esporte olímpico coletivo que utiliza bola (basquete, futebol, handebol, hóquei na grama, pólo aquático e voleibol) em Londres'2012.
Softbol Esta modalidade é a versão diminuta do beisebol e está para este esporte como o futsal está para o futebol, comparando superficialmente. Fez parte apenas de Beijing'2008 com um torneio feminino que reuniu oito seleções e foi ganho pelas japonesas. Como o beisebol, também não fará parte de Londres'2012. Sua gestora é a Federação Internacional de Softbol.
Squash Os Jogos Olímpicos possuem competições de tênis e tênis de mesa. Agora, o squash quer ser outra modalidade com raquetes olímpicas. A Federação Mundial de Squash luta para integrar o grupo olímpico pela primeira vez, hoje formado por 42 modalidades oficiais.
Ponta-pé inicial foi dado literalmente na capital sérvia. Iniciou hoje os 25º Jogos Mundiais Universitários com as primeiras partidas do torneio de futebol, uma das 15 modalidades do evento. A cerimônia de abertura oficial de Belgrado'2009 será nesta quarta-feira e as competições seguem até 12 de julho. Mais de 6.300 atletas de 142 países tomarão parte deste evento em 13 modalidades oficiais e outras duas de exibição. O Brasi seguiu para a Sérvia com 122 atletas em 11 esportes (atletismo, basquete, futebol, ginástica artística, ginástica rítmica, judô, natação, saltos ornamentais, taekwondo, tênis e voleibol). Alguns deles olímpicos e com enormes chances de medalhas. Como os casos dos ginastas Diego Hypólito (atual bi-campeão mundial do solo) e sua irmã Daniele Hypólito. O recordista mundial dos 50m peito, Felipe França lidera uma equipe de 13 nadadores também com chances de pódios. Já no taekwondo contaremos com Natália Falavigna, bronze em Beijing'2008, entre outros potenciais lutadores. No atletismo, nossa maior possibilidade será Fabiano Peçanha nos 800m. O Brasil, em Bangkok'2007 (Tailândia), ganhou dez medalhas (uma de ouro, 3 de prata e 6 de bronze), mas nossa melhor performance foi na edição anterior. Em Izmir'2005 (Turquia), os brasileiros subiram em 15 pódios (4 ouro, 2 prata e 9 bronze). A expectativa agora é ainda maior.
Legenda das fotos: no topo desta matéria, O Estádio Marakana de Belgrado (homônimo do estádio brasileiro), local da cerimonia de abertura e provas de atletismo desta Universiade. Logo acima, voluntárias do Comitê Organizador que acompanham as equipes, inclusive com uma brasileira residente na Sérvia. Mais abaixo, foto do casal chinês Zhang Dan e Zhang Hao ganhador do ouro em patinação artística em duplas na última Universiade de Inverno.
203 pódios em Belgrado'2009 Veja a programação diária com as modalidades que terão distribuição de medalhas (entre parêntesis, os pódios de cada dia): 1º dia (30): sem medalhas 2º dia (01): sem medalhas 3º dia (02): ginástica art. (1), esgrima (2) e taekwondo (5). 4º dia (03): ginástica art. (1), esgrima (2) e taekwondo (4). 5º dia (04): ginástica art. (2), esgrima (2), saltos (2) e taekwondo (4). 6º dia (05): ginástica art. (10), esgrima (2), natação (4), saltos (1) e taekwondo (4). 7º dia (06): esgrima (2), natação (5), saltos (1) e taekwondo (4). 8º dia (07): atletismo (1), esgrima (2), judô (4), natação (5), saltos (2) e tênis de mesa (2). 9º dia (08): atletismo (5), judô (4), natação (7), saltos (1) e tênis de mesa (1). 10º dia (09): atletismo (9), judô (4), natação (4), saltos (1) e tênis de mesa (2). 11º dia (10): atletismo (10), futebol (2), ginástica rítmica (2), judô (4), natação (7), saltos (4), tênis (2), tênis de mesa (2), tiro com arco (2) e voleibol (1). 12º dia (11): atletismo (11), basquete (2), ginástica rítmica (6), judô (2), natação (8), pólo aquático (1), tênis (5), tiro com arco (8) e voleibol (1). 13º dia (12): atletismo (10) e pólo aquático (1). Harbin'2009 foi no frio intenso Entre os dias 18 e 28 de fevereiro passado, a cidade chinesa de Harbin sediou a 24ª Universiade de Inverno. Vitória apertada da China que somou 48 medalhas no quadro geral. A vice-campeã Rússia teve uma pouco mais (51 medalhas), empatou em ouros (18), porém perdeu na contagem de pratas (14 contra 18 dos chineses). Foram realizadas competições em 12 modalidades na neve e no gelo. Veja abaixo um video promocional desta grandiosa competição universitária que contou com atletas de 44 países. A próxima edição será na cidade turca de Erzurum em 2011.
Depois de cinco meses de disputas, encerrou agora de manhã, no Rio de Janeiro, o 1º Novo Basquete Brasil (website) que contou com 15 equipes de sete Estados brasileiros. Arena da Barra lotada (nas fotos acima e abaixo), com mais de 15 mil torcedores, para ver a terceira vitória do Flamengo neste play-off final. Hoje, o placar de 76x68 contra o Brasilia fechou a série para o time carioca em 3x2. O 'melhor de cinco' começou dia 11 com a vitória do Flamengo na casa adversária por 81x74. Depois foram dois jogos no Rio com uma vitória do Brasilia por 81x71 (dia 13) e do Flamengo por 99x78 (dia 14). A disputa voltou ao Ginásio Nilson Nelson (dia 21), agora com o Brasilia ganhando pelo placar mais apertado: 82x78 na quarta partida. Este foi o segundo título do clube da Gávea em Campeonatos Brasileiros de Basquete Masculino. Durante 24 anos (décadas de 60 a 80), o nosso evento mais importante da bola grande chamava-se Taça Brasil. A partir de 1990, a competição ganhou o nome oficial de Liga Nacional com uma forma de confronto mais parecida com a bem sucedida NBA. Agora, aprimorando ainda mais o marketing extra-quadra, surgiu o NBB. Primeiro passo, desta nova geração masculina, em levar o Brasil de volta aos Jogos Olímpicos depois de ausência nas três últimas edições. Nesses 44 anos de história, times de Franca (praticamente um berço do basquetebol masculino) obtiveram 10 títulos (1971, 1974, 1975, 1980, 1990, 1991, 1993, 1997, 1998 e 1999) e o Estado de São Paulo somou mais conquistas: 33 em 43 disputas. Destaque também para os times paulistanos do Sírio que foi hepta (1968, 1970, 1972, 1978, 1979, 1983 e 1988), o Monte Libano penta (1982, 1984, 1985, 1986 e 1987) e o Corinthians tetra (1965, 1966, 1969 e 1996). E esta é uma temporada importante para o basquete brasileiro. O NBB surgiu com a esperança da renovação deste esporte que já foi o segundo na preferência nacional. Só entre os homens, foram seis pódios da seleção em Mundiais (ouro em 1959 e 1963, prata em 1954 e 1970, além do bronze em 1967 e 1978), sem contar dois quarto lugares (1950 e 1986). Tem também outras três medalhas olímpicas de bronze (Londres'48, Roma'60 e Tóquio'64). Nesta temporada teremos a Copa América quando o Brasil tentará classificação para o 16º Mundial de Basquete Masculino, Turquia'2010. Estados Unidos e Brasil são os dois únicos países que participaram de todas as outras 15 edições. Tudo focando Londres'2012.
Taça Brasil de Basquete Masculino 1º 1965 Corinthians (1º) e Vasco da Gama (2º) 2º 1966 Corinthians (1º) e Vasco da Gama (2º) 3º 1967 Botafogo (1º) e Corinthians (2º) 4º 1968 Sírio (1º) e Corinthians (2º) 5º 1969 Corinthians (1º) e Sírio (2º) 6º 1970 Sírio (1º) e Corinthians (2º) 7º 1971 Clube dos Bagres de Franca (1º) e Sírio (2º) 8º 1972 Sírio (1º) e Fluminense (2º) 9º 1973 Vila Nova (1º) e Trianon (2º) 10º 1974 Emmanuel Franca (1º) e Vila Nova (2º) 11º 1975 Amazonas Franca (1º) e Palmeiras (2º) 12º 1977 Palmeiras (1º) e Flamengo (2º) 13º 1978 Sírio (1º) e Palmeiras (2º) 14º 1979 Sírio (1º) e Associação Francana (2º) 15º 1980 Assoc. Francana (1º) e Vasco da Gama (2º) 16º 1981 TC São José (1º) e Associação Francana (2º) 17º 1982 Monte Líbano (1º) e Associação Francana (2º) 18º 1983 Sírio (1º) e Corinthians (2º) 19º 1984 Monte Líbano (1º) e Flamengo (2º) 20º 1985 Monte Líbano (1º) e Corinthians (2º) 21º 1986 Monte Líbano (1º) e Associação Francana (2º) 22º 1987 Monte Líbano (1º) e Sírio (2º) 23º 1988/89 Sírio (1º) e Franca (2º)
Liga Nacional 2008 Assista o final da partida decisiva da temporada passada, no link abaixo, também com vitória do Flamengo sobre o Universo/Brasilia. Uma conquista com o brilho do experiente Marcelinho.
Brasil ganha primeiro ouro em Belgrado
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*Diego Silva* (na *foto acima*) havia sido o primeiro brasileiro campeão
pan-americano no Rio'2007. Agora, nos *25º Jogos Mundiais Universitários*,
ganha a...
Para os 'fanáticos' olímpicos
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Colecionadores a postos! Foram lançados os dois primeiros posters oficiais
das Olimpíadas (na *foto acima* à direita) e Paraolimpiadas (também acima, à
esq...
Uma hora pela vida na Terra
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O gesto de acender e apagar uma luz é tão banal que já nem pensamos no que
implica. Mas hoje milhões de pessoas de 2848 cidades (incluindo São Paulo,
onde ...
Jornalista, pesquisador e apaixonado por esportes com quase 30 anos de caminhada olímpica (de atleta a profissional da informação). Participei, entre outras, das coberturas dos últimos seis Jogos Olímpicos, além das quatro mais recentes Olimpíadas de Inverno. Já fiz parte das equipes da ESPN, SBT, Record e Globo, todas na cidade de São Paulo.
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